Calculadora CHA₂DS₂-VA: Risco Tromboembólico em Fibrilação Atrial
Escore para estratificação de risco tromboembólico em pacientes com fibrilação atrial não valvar. Reprodução canônica da Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial — SBC 2025 (Cintra FD et al, Arq Bras Cardiol 2025;122(9):e20250618), que abandonou o componente sexo (CHA₂DS₂-VAsC → CHA₂DS₂-VA).
Quadro 5 — Recomendações para prevenção de fenômenos tromboembólicos na FA não valvar
Reprodução verbatim — SBC 2025, p. 31
O escore CHA₂DS₂-VA deve ser empregado em todos os pacientes
Em pacientes com escore CHA₂DS₂-VA ≥ 2, é recomendada a terapia antitrombótica
Pacientes de baixo risco, com CHA₂DS₂-VA = 0, não têm indicação para terapia antitrombótica
Em pacientes com escore CHA₂DS₂-VA = 1, a terapia antitrombótica pode ser instituída, levando-se em consideração o benefício clínico, o risco de sangramento, a forma de apresentação da FA e a preferência do paciente
Anticoagulação oral é recomendada para todos os pacientes com FA e miocardiopatia hipertrófica, amiloidose cardíaca e hipertireoidismo a despeito do escore CHA₂DS₂-VA, para a prevenção dos eventos embólicos
A reavaliação periódica do risco tromboembólico e de sangramento é recomendada nos pacientes com FA
Para avaliação do risco de sangramento, o escore HAS-BLED pode ser considerado para auxiliar na identificação dos fatores modificáveis em pacientes de alto risco
Em pacientes elegíveis a terapia antitrombótica, os ACOD são preferíveis aos AVK, exceto em pacientes com válvula cardíaca mecânica ou estenose mitral moderada a grave
Para pacientes em uso de AVK, o INR deve ter como alvo 2,0–3,0 e deve permanecer mais que 70% do tempo em faixa terapêutica
Terapia com antiagregantes plaquetários isolados ou em combinação não é recomendada para prevenção de fenômenos tromboembólicos em pacientes com FA
A estimativa do risco de sangramento, na ausência de contraindicações absolutas, não deve guiar a decisão da terapia antitrombótica
A anticoagulação oral em pacientes com FA subclínica pode ser considerada com edoxabana ou apixabana, levando-se em consideração risco, benefício e preferência do paciente
| Recomendação | Classe | NE |
|---|---|---|
| O escore CHA₂DS₂-VA deve ser empregado em todos os pacientes | I | A |
| Em pacientes com escore CHA₂DS₂-VA ≥ 2, é recomendada a terapia antitrombótica | I | A |
| Pacientes de baixo risco, com CHA₂DS₂-VA = 0, não têm indicação para terapia antitrombótica | I | A |
| Em pacientes com escore CHA₂DS₂-VA = 1, a terapia antitrombótica pode ser instituída, levando-se em consideração o benefício clínico, o risco de sangramento, a forma de apresentação da FA e a preferência do paciente | IIa | B |
| Anticoagulação oral é recomendada para todos os pacientes com FA e miocardiopatia hipertrófica, amiloidose cardíaca e hipertireoidismo a despeito do escore CHA₂DS₂-VA, para a prevenção dos eventos embólicos | I | B |
| A reavaliação periódica do risco tromboembólico e de sangramento é recomendada nos pacientes com FA | I | B |
| Para avaliação do risco de sangramento, o escore HAS-BLED pode ser considerado para auxiliar na identificação dos fatores modificáveis em pacientes de alto risco | IIa | B |
| Em pacientes elegíveis a terapia antitrombótica, os ACOD são preferíveis aos AVK, exceto em pacientes com válvula cardíaca mecânica ou estenose mitral moderada a grave | I | A |
| Para pacientes em uso de AVK, o INR deve ter como alvo 2,0–3,0 e deve permanecer mais que 70% do tempo em faixa terapêutica | I | B |
| Terapia com antiagregantes plaquetários isolados ou em combinação não é recomendada para prevenção de fenômenos tromboembólicos em pacientes com FA | III | A |
| A estimativa do risco de sangramento, na ausência de contraindicações absolutas, não deve guiar a decisão da terapia antitrombótica | III | A |
| A anticoagulação oral em pacientes com FA subclínica pode ser considerada com edoxabana ou apixabana, levando-se em consideração risco, benefício e preferência do paciente | IIa | B |
Fonte: Cintra FD et al. Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial — 2025. Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250618, p. 31.
Ver imagem original do Quadro 5
Recorte verbatim — SBC 2025, p. 31
Ver imagem original do Quadro 5
Recorte verbatim — SBC 2025, p. 31
Ferramenta de apoio à decisão. Não substitui o julgamento clínico do médico assistente. A escolha terapêutica deve considerar o contexto individual do paciente, risco de sangramento e suas preferências.