Sistema de Classificação de Estado Físico ASA

Sistema da American Society of Anesthesiologists (ASA), em uso há mais de 60 anos, para avaliar e informar as comorbidades médicas pré-anestésicas do paciente. Selecione abaixo a classe que melhor descreve o paciente e marque o modificador E se for cirurgia de emergência.

Fonte canônica

Sistema de Classificação de Estado Físico ASA

Todo o conteúdo desta página é verbatim da tradução oficial SAESP (autorizada pela ASA), 2020. Última alteração: 23/out/2019.

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Complemente com o Índice de Lee (RCRI)

A classificação ASA avalia o estado físico global. Para estratificação cardiovascular específica em cirurgias não cardíacas, utilize o RCRI de Lee.

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Sobre o Sistema de Classificação ASA

O Sistema de classificação de estado físico ASA está em uso há mais de 60 anos. O objetivo da classificação é avaliar e informar as comorbidades médicas pré-anestésicas de um paciente. O sistema de classificação isolado não prevê os riscos perioperatórios, mas usado com outros fatores (por ex., tipo de cirurgia, fragilidade), pode ser útil na predição de riscos perioperatórios.

Diretrizes para o médico

As definições e os exemplos mostrados na tabela são diretrizes para o médico. Para melhorar a comunicação e as avaliações em uma instituição específica, os departamentos de anestesiologia podem optar por desenvolver exemplos específicos da instituição para complementar os exemplos aprovados pela ASA. Os exemplos referem-se a pacientes adultos e não são necessariamente aplicáveis a pacientes pediátricos ou obstétricos.

Atribuição final

A atribuição de um nível de classificação de estado físico é uma decisão clínica baseada em vários fatores. Embora a classificação do estado físico possa ser determinada inicialmente em vários momentos durante a avaliação pré-operatória do paciente, a atribuição final da classificação do estado físico é feita no dia do procedimento de anestesia realizado pelo anestesiologista, após a avaliação do paciente.

Definições atuais e exemplos aprovados pela ASA

Tradução oficial SAESP, autorizada pela ASA (2020). Os exemplos referem-se a pacientes adultos e não são necessariamente aplicáveis a pacientes pediátricos ou obstétricos.

Classificação EF da ASA Definição Exemplos para adultos, incluindo, mas não se limitando a:
ASA I Um paciente normal e saudável Saudável, não fumante, nenhum ou uso mínimo de álcool
ASA II Um paciente com doença sistêmica leve Apenas doenças leves, sem limitações funcionais significativas. Os exemplos incluem (mas não se limitam a): fumante atual, ingesta social de álcool, gravidez, obesidade (30 < IMC < 40), diabetes/hipertensão bem controlada, doença pulmonar leve
ASA III Um paciente com doença sistêmica grave Limitações funcionais significativas; uma ou mais doenças moderadas a graves. Os exemplos incluem (mas não se limitam a): diabetes ou hipertensão mal controlada, DPOC, obesidade mórbida (IMC ≥ 40), hepatite ativa, dependência ou abuso de álcool, marca-passo implantado, redução moderada da fração de ejeção, doença renal em estágio terminal submetido a diálise programada regularmente, prematuro com PCA < 60 semanas, histórico (> 3 meses) de IM, AVC, AIT ou DAC/stents.
ASA IV Um paciente com doença sistêmica grave que é uma ameaça constante à vida Os exemplos incluem (mas não se limitam a): IM, AVC, AIT ou DAC/stents recentes (< 3 meses), isquemia cardíaca contínua ou disfunção valvar grave, redução grave da fração de ejeção, sepse, coagulação intravascular disseminada, doença renal aguda ou em estágio terminal não submetidos a diálise regularmente programada
ASA V Um paciente moribundo que não se espera sobreviver sem a operação Os exemplos incluem (mas não se limitam a): ruptura de aneurisma abdominal/torácico, trauma maciço, sangramento intracraniano com efeito de massa, isquêmico mesentérica devido à doença cardíaca significativa ou disfunção de múltiplos órgãos/sistemas
ASA VI Um paciente com morte cerebral declarada, cujos órgãos estão sendo removidos para fins de doação

*A adição de "E" denota cirurgia de emergência: uma emergência é definida como existente quando o atraso no tratamento do paciente levaria a um aumento significativo na ameaça à vida ou parte do corpo.

Fonte: Sistema de Classificação de Estado Físico ASA — tradução oficial autorizada pela ASA, publicada pela SAESP (Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo), 2020. Última alteração: 23 de outubro de 2019; aprovação original: 15 de outubro de 2014. Acessar PDF.

Perguntas Frequentes (FAQ)

O que é a Classificação ASA?

A Classificação ASA (American Society of Anesthesiologists) é um sistema em uso há mais de 60 anos para avaliar e informar as comorbidades médicas pré-anestésicas de um paciente. O sistema isolado não prevê os riscos perioperatórios, mas usado com outros fatores (tipo de cirurgia, fragilidade) é útil na predição de riscos.

Quais são as classes ASA I a VI?

ASA I: paciente normal e saudável.

ASA II: doença sistêmica leve.

ASA III: doença sistêmica grave.

ASA IV: doença sistêmica grave que é ameaça constante à vida.

ASA V: paciente moribundo que não se espera sobreviver sem a operação.

ASA VI: paciente com morte cerebral declarada, cujos órgãos estão sendo removidos para fins de doação.

O que significa o modificador "E" na Classificação ASA?

A adição de "E" denota cirurgia de emergência. Uma emergência é definida como existente quando o atraso no tratamento do paciente levaria a um aumento significativo na ameaça à vida ou parte do corpo.

Quem atribui a Classificação ASA?

A atribuição é uma decisão clínica baseada em vários fatores. Embora possa ser determinada inicialmente em vários momentos da avaliação pré-operatória, a atribuição final é feita no dia do procedimento de anestesia pelo anestesiologista, após avaliação do paciente.

A Classificação ASA serve para pacientes pediátricos ou obstétricos?

Os exemplos aprovados pela ASA referem-se a pacientes adultos e não são necessariamente aplicáveis a pacientes pediátricos ou obstétricos. As definições gerais das classes são aplicáveis, mas a interpretação dos exemplos deve ser adaptada.

A Classificação ASA prevê risco perioperatório isoladamente?

Não. O sistema de classificação ASA isolado não prevê os riscos perioperatórios. Para predição de riscos perioperatórios, deve ser usado em conjunto com outros fatores, como tipo de cirurgia (baixo, intermediário ou alto risco) e fragilidade do paciente. Ferramentas como o RCRI (Índice de Lee) complementam essa avaliação.

Conteúdo educativo. A classificação ASA é subjetiva e depende do julgamento clínico do anestesiologista. Não substitui avaliação médica individual nem deve ser utilizada como ferramenta diagnóstica isolada.